Movimentos de Anistia

Os movimentos de luta pela Anistia iniciaram-se em meados de 1970, durante o período da Ditadura Empresarial-Militar no Brasil. Surge com o objetivo de lutar pela redemocratização do país e rapidamente recebeu o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Foram recolhidas mais de 16 mil assinaturas em todo o território brasileiro para que a Lei da Anistia fosse criada, culminou também no surgimento do Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA), que lançou o seu manifesto em 1978, no Rio de Janeiro. Logo após, ganhou seções em outros Estados.

O “Movimento Feminista pela Anistia” foi a frente de liderança nas lutas pela anistia no Brasil. Foi fundado por oito mulheres e liderado pela advogada e ativista dos Direitos Humanos, Therezinha Zerbini. Em 1975, publicaram o documento “Manifesto da Mulher Brasileira em favor da Anistia”. Em 1978, lançaram o jornal “Maria Quitéria”, com publicações voltadas exclusivamente para a Anistia e os Direitos Humanos. Com a Anistia, em 1979, o grupo não cessou as suas atividades, sendo ainda presente na luta contra as sequelas da Ditadura no Brasil e impulsionando, também, a criação de outras frentes de resistência, como por exemplo, o “Grupo Tortura Nunca Mais”.

Em 14 de Março de 2015, faleceu Therezinha Zerbini, em São Paulo.

Autora: Gabrielle Medeiros, graduanda em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense (UFF), integrante da linha de pesquisa “Cinema e ditadura em plataforma virtual”, vinculado ao grupo de pesquisa certificado no CNPq: “Subjetividade, Memória e Violência do Estado”.

Filmes que dialogam com esta temática:

Se um de nós se cala – Célia Maria Alves e Vera Côrtes (Documentário, Brasil, 2013)

Damas da liberdade- Célia Gurgel e Joe Pimentel (Documentário, Brasil, 2012)

Posted in Glossario.