Guerrilha do Araguaia

A Guerrilha do Araguaia, um episódio importante da história brasileira, aconteceu na região sul do Pará em meados de 1972. Trouxe à tona experiências humanas perversas e de profundo terror cometidas pelo governo da época. Marcada por um movimento guerrilheiro composto principalmente por militantes, camponeses e seu comandante Mauricio Grabois (integrados ao Partido Comunista Brasileiro – PCdoB) que começaram a chegar na região a partir de 1966. Este movimento objetivava fazer uma revolução socialista, a partir do campo, organizando-se em três destacamentos: A na região de Mariana, B no Pico do Papagaio e o C na região de São Geraldo, sendo B o único destacamento desconhecido pelo Exército. Que por sua vez havia organizado três campanhas para acabar com o movimento: as duas primeiras em 1972, onde os guerrilheiros os derrotaram, e a terceira e última em 1973, que se encerra em extermínio da guerrilha. Sabe-se que morreram 69 militantes na guerrilha, mas ainda não temos uma contagem de todas pessoas mortas e desaparecidas. As lembranças existentes pelos poucos sobreviventes que não foram executados, torturados ou dados como “desaparecidos” na selva, que continuam surgindo e vindo à tona após um grande tempo de silêncio e censura.

 

Ruth Jacob Pimenta, graduanda em Sociologia, pela Universidade Federal Fluminense (UFF), integrante da linha de pesquisa “Cinema e ditadura em plataforma virtual”, vinculado ao grupo de pesquisa certificado no CNPq: “Subjetividade, Memória e Violência do Estado”. Bolsista de Iniciação Tecnológica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ).

 

Filmes que dialogam com esta temática:

Araguaia, Conspiração do Silêncio – Ronaldo Duque (Histórico. Brasil, 2004)

 

 

 

 

Posted in Glossario.