Mulheres

Ao longo da história humana, a mulher sempre esteve presente de forma ativa, principalmente nos momentos de conflitos, por mais que a organização patriarcal diminua seu protagonismo. Isso não foi diferente durante a Ditadura empresarial-militar no Brasil (1964-1985).

Nesse período, as mulheres foram simbolo de força, resistência e organização, desafiando a concepção do feminino tradicional e a sociedade machista, pegando em armas na luta armada, liderando sindicatos e organizações políticas, em jornas duplas, triplas de trabalho. Mães e esposas se engajaram na luta, enfretaram os ditadores, perdento até mesmo as suas proprias vidas.

Estas mulheres foram atingidas por diversos tipos de torturas, incluindo  sevícias, estupros, assistiram seus filhos crianças serem torturados, abortaram em decorrência das torturas, entre outros diversos tipos de humilhação e degradação. Essas grantes mulheres que povoaram o Brasil, no campo e na cidade, são, em suma, exemplo de luta e resistência.

Autora: Juliana Queires Hollweg, graduanda em Sociologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), integrante da linha de pesquisa “Cinema e ditadura em plataforma virtual”, vinculado ao grupo de pesquisa certificado no CNPq: “Subjetividade, Memória e Violência do Estado”.

Filmes:

Damas da Liberdade – Direção: Célia Gurgel e Joe Pimentel. Documentário, Brasil, 2012, 28 min

HOJE – “Hoje”, Direção: Tata Amaral. Drama/Romance, Brasil, 2011. 90 min

Memórias Clandestinas – Direção: Maria Thereza Azevedo. Documentário. Brasil, 2004. 1h10min.

Vou contar para os meus filhos – Direção: Tuca Siqueira. Documentário. Brasil, 2012. 24 min.

Zuzu Angel – Direção: Sérgio Resende. Drama, Brasil, 2006. 108 min

 

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